‘E, claro que eu me dei mal com esse computador, os acentos ficam em qualquer lugar que nao consigo achar e o Z fica entre o T e o U. Vai ser ‘otimo digitar por aqui. Um dia antes de eu voltar, estarei craque. Recebi convites para o Where Are You Now,’e lindo, mas nao vai dar pra ficar trackeando a viagem…. A Suica eh linda, linda, linda, organizada, pontual e o sol se poe as 22h. Pro meu deleite tem uma pista de corrida aqui em frente. Acabei vindo pela TAP e meu companheiro de viagem nem se incomodou com meu ronco, dormi como um bebe. Ah, vi os Pirineus e os Alpes, coisa mais linda. Descobri que tenho coracao de atleta, mas nao por causa da dorrida, e sim por causa da sindrome do coracao partido: aquele que da problema, mas nao necrosa, depois explico melhor. Saudade da Nena. As meninas aqui tambem adoram o kit das princesas.
Dança da solidão
Maio 7, 2008Hoje um cara (com todo respeito, um maioral) disse que aquele pedaço de “Dança da Solidão”, do Paulinho da Viola, que fala “meu pai sempre me dizia, meu filho tome cuidado, quando penso no futuro, não esqueço meu passado”, queria dizer que embora aquele fosse um momento de mudanças para o samba (ou adaptações, ou melhorias), que o samba jamais deveria esquecer suas tradições. Diante da reduzida, mas satisfeita platéia, eu me perguntava porque será que precisamos encontrar o significado de tudo. Será que os versos dizendo que solidão é lava que cobre tudo, amargura em minha boca, sorri seus dentes de chumbo, palavra cavada no coração, resignado e mudo no compasso da desilusão, já não diz tudo? Será que desilusão não está relacionada com o passado? Será que não temos que pensar no futuro lembrando do passado de desilusões? Eu continuarei dançando a dança da solidão, mas sua poesia acabou pra mim. De agora em diante só vou pensar na frieza da tradição do samba. Ô, raiz de erva daninha.
Terra é terra
Abril 22, 2008Ainda não é inverno, mas o frio já chegou aqui. O sol alto e o céu muito azul com nuvens ralas, esparsas, evidenciam uma bela segunda-feira sem muito o que fazer. Pegamos a estrada de terra que ainda não sabemos em que estado está, com as chuvas era certo encontrar atoleiros nos 10 quilômetros à frente. Era um dia de sorte. Um caminhão, provavelmente de areia, teria passado muito bem antes de nós e coberto os pontos críticos por onde poderíamos ter agarrado. Com todo o respeito que existe entre automóveis e estradas de chão, vamos entrecortando as montanhas, atravessando o rio de um lado e de outro em pontes de madeira trepidantes, com ripas soltas, que gelo no estômago! O mato que cresce no meio do caminho revela o baixo tráfego de pessoas e rodas. Uma paisagem bucólica, verde, iluminada. Um pau-d’alho exibe sua força suntuosa nas raízes que descem o barranco e quase encontram a estrada. “É a curva da Fazenda da Alegria”, da qual só sobraram as ruínas de pedra dos muros que a cercaram um dia. Um sombreiro de bambus. “Aqui uma vez o papai veio buscar o amigo do filho da D. Julieta. Um mensageiro a cavalo foi lá em casa pedir ajuda e o vovô veio com tio Eraldo. Ele tinha sido mordido de cobra e era filho do general Lotz. Esse general Lotz era um cara muito temido, tinha sido imposto governador e era influente na baixada fluminense. Papai vazou aqui por dentro e foi sair lá na ponte de Berçot. O tio Eraldo voltou pra casa a pé, chegou às seis horas da tarde, pra dar notícia pra vovó”. Assim vai falando meu pai. Enquanto presta atenção na estrada, aponta a história daquela terra, fazendo uma paradinha aqui outra ali – estamos entre os quatrocentros alqueires da Fazenda São Lourenço. Uma curva, muitas casas e já se vê o telhado. Fazenda velha essa. Do tempo em que as telhas eram moldadas nas coxas. Casa imponente. Muitas grandes janelas, muito altas, guardando salas com espelhos bisotados e folheados a ouro. Cada sala um estilo. A biblioteca com um exemplar manuscrito do Rei Lear. De repente, um jardim aberto, no meio da casa, para uma piscina de água corrente. Uma capela. Todas as paredes caiadas de branco, janelas e portas em verde. Um amplo terreiro de café, tomado pelo mato. Lodo nas escadarias do acesso principal. Um curral descuidado. Um duto seco de água que um dia abasteceu o engenho de cana, a casa e a piscina. “Aqui era uma escola, olha”. Bonito de imaginar as reuniões e as pessoas que estiveram ali há 100, 200 anos. Triste de ver seu destrato. Entre os rastro da boiada que circula por onde um dia foi jardim da casa, manobramos nosso carro, meu pai um pouco contrariado de passar o pneu na bosta. Ele sempre me disse que bosta de vaca é muito ácida e corrói a lataria. “E se acontecesse com você? Eu te pergunto: você ia preferir viver na miséria ou vender suas terras pra ter uma vida mais digna?”. Penso um pouco antes de responder e olho praqueles colos verdes infindos de terra. “Terra é terra. Não é uma coisa da qual se desfaz. Além do mais, terra assim é crédito, pode não ser dinheiro no bolso, mas é cooperativa, é parceria com instituições agrícolas, universidades. Você pode diversificar, se associar a muitos. Esse é meu jeito muito peculiar de ver as coisas, pai. Ninguém que tem terra pode passar fome”. Não sei que resposta ele esperava, mas essa resposta deu seqüência a uma série de comentários sobre os quatrocentos alqueires da Fazenda do Coqueiro, e ao mesmo tanto da Fazenda do Canteiro… até que encontramos novamente o asfalto para a Fazenda do Barro, o sítio São José, meus extensos domínios alegrenses.
A festa do meu vizinho
Abril 8, 2008Chuva na metrópole, faróis altos para romper o breu, prédios geminados, janelas devassadas. Era assim ontem à noite. Ontem foi aniversário do meu vizinho. Eu só o vi uma vez, num final de semana, pela alvorada. Trajando uma cueca samba canção molhava as plantas. Ele tem poucas plantas, mas tem um bambu mussô pomposo. Aqui só duas orquídeas e uma flor de maio que floresce em julho. É uma varanda grande e três janelas de quartos e uma maior que abre para a varanda. Aqui só tem duas janelas. Ontem a varanda estava cheia. Um senhor de alva cabeleira apoiado na grade, outros sentados nas quatro cadeiras de vime com encosto em brim natural, entre duas mesinhas circulares dispostas de forma a não atrapalhar a passagem. Transeuntes para todos os lados. Aqui só vazio e solidão, nada atrapalha meus passos desconfiados. Luzes todas acesas, muita claridade e rubor nas faces. Aqui só escuridão. Muitas camisetas brancas, havia um rosto estampado e uma frase ilegível. Aqui uma gola rolê preta, um rosto desfigurado e muitas frases sem qualquer nexo. Eles cantaram o “Parabéns para Você” três vezes. Devem ser trigêmeos. Ou meu vizinho escapou três duas vezes da morte. Ou ele, o pai e a mãe nasceram no mesmo dia. Aqui, silêncio… ouvia apenas o trabalho vital de obtenção de ar. Crianças giravam seus pezinhos entre pernas adultas, soltavam gritinhos de susto e povoavam o ambiente com os sons da alegria. Aqui só tristeza. Cristal conservado em armário por anos, tilintava em brindes de felicidades e muita saúde. Aqui só dor, desânimo, desamor. Se uma alma desatenta da fantástica festa tivesse reparado no apartamento apagado da frente, talvez percebesse minhas órbitas nas trevas. Os pingos da chuva que escorriam pela janela fariam parecer que eu chorava.
LXXI
Abril 1, 2008Eu cantei, não nego, eu algum dia
Cantei do injusto amor o vencimento;
Sem saber, que o veneno mais violento
Nas doces expressões falso encobria.
Que amor era benigno, eu persuadia
A qualquer coração de amor isento;
Inda agora de amor cantara atento,
Se lhe não conhecera a aleivosia.
Ninguém de amor se fie: agora canto
Somente os seus enganos; porque sinto,
Que me tem destinado estrago tanto.
De seu favor hoje as quimera pinto:
Amor de alma é pesaroso encanto;
Amor de um coração é labirinto
Cláudio Manoel da Costa
Pela ocasião do seu aniversário
Março 8, 2008Querido Visconde de Fogassy,
Entre todos os mimos, missivas e lembranças que guardo de ti, há uma pequena cópia de um livro, que do nome só guardo o fragmento de uma explicação, numa manhã ensolarada em meus extensos domínios alegrenses. Recorro às essas páginas para celebrar seus dias de sucesso, saúde, muitas felicidades e muitos, longos, anos de vida:
“Os Companheiros
Lado a lado. Passo a paso. Juntos ou separados. Longe ou perto.
Os companheiros não passam a vida controlando as passadas, nem admitem intromissões no caminhar.
São seres de luz, iluminados por Deus.
Os companheiros se revelam e se nivelam.
Os companheiros são gêmeos de coração.
Os companheiros são singelos e simples.
São seres iguais que se adaptam às diferenças da vida.
Os companheiros se respeitam e se amam porque se respeitam.
Os companheiros são simples no ser para que o todo não seja comprometido.
São simples porque seus corações são grandes.
E são grandes porque só os companheiros podem dar amor a si mesmos, como a todos os outros.
Os companheiros são seres de luz, que quando se encontram, se deflagram diante de suas próprias vidas, de seus próprios mistérios, de seus próprios atos, sem refletirem que na vida nada está só.
Tudo está sob a vigilância constante e doce de um coração companheiro.”
O Ateneu
Fevereiro 14, 2008Resgatado do baú de velharias, notações com mais de 10 anos, em folha timbrada da Coordenadoria Regional Metropolitana II, com um rabisco de recado rasgado no meio. Pertinente com os assuntos tecnosensoriais publicados no preto-rosa, o alterego do branco-azul:
“O primeiro momento contemplativo de um amoroso foi o advento da estética, no gozo visual das linhas da formosura, nas delícia auditiva de uma expressão inarticulada, que fosse emitida ante do aroma indefinido da carne. A obra de arte do amor é a prole, o instrumento é o desejo.
Depois da arte primitiva fundamental do tato, a arte do ouido. A obra de arte é a frase sentida, hábil para produzir emoção, o instrumento é a linguagem.
Esta arte devia mais tarde ramificar-se em eloqüência propriamente e poesia popular, graças à aproximação híbrida da terceira arte, do ouvido, a música.
Com o progresso humano, o sentimento artístico da simetria e harmonia destacou-se analiticamente da arte de amar. E, depois da arte primordial, descendente imediata do instinto erótico, da qual se desprendera, sob a forma selvagem das interjeições primitivas, a arte da eloqüência; e em seguida, sob a formade expressões homométricas, a poesia popular e a primeira música; nasceram as artes intencionais, de imitação, da escultura, da arquitetura, do desenho. Depois da poesia popular, amorosa ou erótica, veio a rapsódia.
Ainda mais, segundo um traçado naturalíssimo de filiação o sentimento da simetria, traslado para a esfera das relações sociais, serviu de plano à organização das religiões filhas do pavor, e das moralidades, invenção da maioria dos fracos. Com o predomínio insensato das religiões, o amor deixou de ser um fenômeno, passou a ser um ridículo ou uma coisa obscena.
Por um raciocínio de retrocesso, ponderamos que a moralidade é a organização simétrica da fraqueza comum, que a religião é a organização simétrica do terror, que a simetria é a norma artística das imitações plásticas da ingênua admiração da criatura primitiva.”
Cópia da página 126 de O Ateneu, caído em minhas mãos numa tarde paulista muito quente de 1997, na esquina da Rua Tiradentes.
Pequena margarida
Janeiro 7, 2008Essa noite estivemos juntas, num tempo que não era passado, nem era futuro.
Eu, fragmentada pelo pesadelo que me abatera minutos antes, subia a Rua Paraíba do Norte e o enorme portão de madeira naval estava entreaberto. Logo avistei você, Lorena, cor de rosa, carregando uma mochila da mesma cor, veio correndo, sorrindo, em minha direção… mas era grande, parecia ter uns sete anos. Linda, perfume de flor. Ah! Nos abraçamos muito, como se estivéssemos separadas pelo tempo.
Como poderia isso ocorrer?
Gentil princesa, e agora, que te sei febril, o que farei? Não tenho pensamentos, ou fome,
ou frio, ou sede, nada consigo fazer. Amor da mamãe, volta logo, ou quem adoece sou eu.
Horário de verão
Outubro 14, 2007O encontro
- Cadê você? Já faz um tempo que estou aqui e… você não vem? Está atrasado!
- Ai, eu perdi a hora. Estava na piscina, perguntei as horas pro meu avô e ele, como todo velho, já tinha trocado o horário de verão e então, estou atrasado!
- Legal, agora temos ainda menos tempo! Aonde você está? Tô indo de buscar.
O desencontro
- Certo, você me liga assim que estiver liberado.
- Hum hum.
- Você acha que demora?
- Não, ainda mais que hoje troca o horário… Não, não mesmo, sem chance, você vai embora amanhã…
- Combinado. Então, estou esperando você ligar.
An Ancient Muse
Setembro 11, 2007Dez anos depois de The Book of the Secrets, Loreena McKennitt, resolveu dar o ar de toda a sua graça, finalmente, em An Ancient Muse. Quando vi o cd pela primeira vez na prateleira temi o que poderia conter o seu interior. Poderia ela estar melhor do que antes? Superaria em beleza e criatividade The Book, The Mask, A Winter Garden? Facilmente. Não precisei nem chegar à terceira faixa para saber que o longo recolhimento da retumbante Loreena tinha sido incrivelmente inspirador. É como cair de amores novamente por quem já se é totalmente entregue. Apaixonar-se por quem você pertence. Outra vez, por mais dez anos.
Manifestações de um corpo embotado de sentimento
Agosto 11, 2007É o sangue que agora encharca as partes outrora molhadas de prazer, renovando a fecundidade por mais quatro semanas de espera.
O ouvido distingue no burburinho da metrópole, no aconchego sonolento da cama, o canto agudo da cigarra anunciando aos quatro ventos um belo dia de sol quente, céu azul e nuvens cor-de-rosa, vermelhas, violetas, quando próxima e inevitável a chegada da noite.
A boca fértil que espalha no ar vozes de si e de outros, repovoando a vida de razão e talento. A palavra concedida para ser invólucro da verdade, espada ou carícia, que fere ou salva, que ergue ou abate. Que molha a si com as fartas gotas do banho, enquanto balbucia versos da hora que precedeu o amor, “my love I love to stay here”.
A saudade líquida se desfaz em lágrimas nos olhos de lembranças ternas de um sábado na rede, sob a bençãos das estrelas e um amor respeitoso e amigo, que vence o tempo e as distâncias e torna os amantes ainda mais cúmplices nessa aventura intensa.
O olfato que abastece as lembranças às portas de um armário aberto- como pode ser tão forte? Cheiro de um homem forjado entre as mãos e o sopro de um Deus grande e poderoso, que lhe concedeu braços capazes de esforço e carícia, e serenidade para instituir a paz e a alegria no meio em que atua. Deixas perfume e gosto de doçura onde pisas, amor.
A memória da pele de todo um corpo implora por uma massagem das mãos quentes, de um homem naturalmente ‘caliente’, e tributa-lhe uma admiração sagrada, um corpo que necessita o corpo teu pulsando em ritmo inexplicável. centro vital de uma mulher – seu coração – pulsa e palpita como um relógio, que espera, com a mesma serena expectativa por ouvir novamente as batidas do coração desse homem, que lhe aquece a vida e motiva a pulsação do seu próprio.
Um bem-querer jamais em vão, na luta perene pela manutenção da vontade, da ilusão e da diligência. Um milagre contínuo de sentir e ver a vida em sua totalidade, pensar e desfrutar de amor e pranto, tudo isso é um milagre.
Desentralaçando desassossegos e medos, incertezas e inseguranças. Sem a trama da aventura humana de existir. Sem lembrar da fragilidade de nosso barro. Simplesmente desfrutrar de cada segundo, em sua plenitude mais complexa e suave e terna, envolvidos por um escudo que amortece qualquer provocação. Enquanto essa bela noite pontilha de estrelas o céu, ela pensa que loucura seria tê-lo novamente em seus braços, em seu colo. Como anseia por seus beijos, sua pele tenra e essa boca mordida pelos próprios dentes.
Serpentina, serpentina
Junho 22, 2007Sentada na escadaria de pedras, atenta aos movimentos das constelações, uma longa saia lhe serve de abrigo para o frio. É verão. Beberam, comeram e se divertiram o dia todo. Ela parecia cansada, mas seu semblante guardava uma serenidade feliz. De quem não sabe se seus sonhos da noite anterior irão se realizar, mas de quem conhece o amor de verdade e é feliz somente por saber tê-lo. Ele se junta a ela, na noite estrelada, como uma criança travessa que percorre toda a sala de tábua corrida da velha fazenda e desce as escadas correndo… ela sente uma lufada quente, de um corpo quente, um coração ardente. Com muito mais e menos menos, começa então o que ela sabe muito bem quando começa. Mas não sabe quando ou como termina.
sonhos…
Maio 20, 2007Sejam eles as representações de nossos medos ou desejos do corpo ou da alma, não importa.
Ando sonhando mais acordada que dormindo.
Sonho com dias calmos. Com uma rotina estável. Parece estranho vindo de mim.
Mas preciso de uma agenda que não contenha nenhum horário preeenchido.
Sequer um aniversário, que não tenha ligações esperando para serem completadas.
Espero ler meus livros à sombra da árvore mais frondosa do pasto.
Espero ouvir minhas músicas favoritas deitada no tapete, olhando para o teto da sala.
O tempo… ah! esse traquinas, que zomba de mim. Me tira o sono, a fome, a criatividade, a a escrevessência….
Enquanto isso, sonho. No ônibus, no metrô. Com dias mais longos, talvez. Ou com uma mudança breve.
Sonhar, pelo menos, não me custa nada. Nem há comerciais no intervalo entre os sonhos. Ainda.
32
Maio 16, 2007É, foi mais legal do que eu pensava.
Na verdade, não tava pensando em nada.
Mas quando cheguei em casa tinha um bilhete da Jane.
A casa estava limpa e cheirosa, como ela sabe que eu gosto,
depois da tsunami que passou por aqui ontem.
Não deu pra falar com todo mundo: aula de manhã, aula de tarde.
Impossíveis 43 ligações não atendidas. Lamento, mas conheço todos os números que ligaram e agradeço pela lembrança carinhosa, vcs são ótimos.
Meu almoço foi especialmente italiano, com muito afeto, e terminei o dia
bebendo e comendo minhas cortesias no warmup velho de guerra.
Foi realmente especial, pena a correria dessa minha vida…
Durma com um barulho desses
Maio 7, 2007São vozes na esquina
Gente bêbada se afogando no riso
Fogos estourando a linha do som
Vento invadindo a janela
Frio… muito frio
A geladeira abrindo sozinha
Pés se arrastando pela casa
Alguém assistindo TV
Medo… Sonho ou realidade?
sonho.
Mas como dormir com um barulho desses?