Dormia e sonhava – de manso cheguei-me
Sem leve rumor;
Prendi-me tremendo e qual fraco vagido,
Qual sopro da brisa, baixando ao ouvido,
Falei-lhe de amor!
Ao hálito ardente o peito palpita…
Mas sem despertar;
E como nas ânsias dum sonho que é lindo,
A virgem na rede corando e sorrindo…
Beijou-me – a sonhar!
Casimiro de Abreu