Morta por estupidez

Julho 15, 2009

Guardou cinco minutos dentro de um cigarro e voltou seu olhar para o caos do remorso que enchia sua alma.
Sofrera de duas derrotas fatais: uma pela paixão, outra pela dúvida.
Relembrou os insultos que não proferiu, mas que fez, e duas lágrimas espessas deslizaram pela face abatida.
Da noite anterior do pesadelo poderia nascer algo belo se articulasse apenas uma palavra em tom de súplica intensa: “desculpa”.
Determinada a sair da perene ignorância de suas misérias, ela decide a viver na perene ignorância da paixão.
Apaga o cigarro com firmeza.
O sangue do seu flagelo por fim, se estancaria.

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